Perguntas Let (respostas rápidas)
Dados Pessoais:
· Nome:
José Carlos Aguiar
· Natural de:
Vila Nova de Gaia
· Reside em:
Vila Nova de Gaia
· Profissão:
Técnico/Gestor desportivo
· Idade:
46
· Filhos:
2
Preferências:
1. Modalidade(s) desportiva(s):
Squash, BTT, Basquetebol
2. Clube:
F.C.Porto
3. Hobbies:
Viajar, bicicleta
4. Marca de carro/moto:
Peugeot
5. Prato:
Tripas à moda do Porto
6. Local de férias:
Quinta das Figueirinhas Algarve
7. Filme:
Mar Adentro
8. Série TV:
24
9. Site/Blog:
Publico.pt ; Squash site.com
Squash:
10. Joga desde quando:
1983
11. Primeiro companheiro de treino/jogo:
O meu irmão
12. Local onde treina habitualmente:
Solinca Dragão
13. Treina/joga com que regularidade:
Todos os dias
14. Actual colega de treino/jogo:
Os alunos
15. Marca de raquete usada:
Dunlop Tour
16. Melhores resultados alcançados:
Vice campeão nacional 1995, 1996, 1997 7 vezes campeão nacional por equipas 3 Campeão Nacional Veteranos
17. Jogador nacional que mais admira:
Carlos Mendes
18. Jogador internacional que mais admira:
O que mais admirei : Jansher Khan
O que mais admiro: Borja Golan
Perguntas Stroke (respostas de desenvolvimento)
1. Tudo tem um início. Como é que surgiu o squash na sua vida? R:
Um court de squash a 100 metros de minha casa, a novidade que era na altura aquele jogo “parecido com o Ténis”, mas que se podia jogar no Inverno, e o encontro com um senhor da Madeira que vinha de vez em quando em trabalho ao Porto e queria ter com quem jogar … por isso primeiro teve de ensinar. Obrigado Pimenta.
2. Avalie o seu jogo. Quais são os seus pontos fortes? E os menos fortes? R:
O ponto forte é a velocidade de ataque à bola, a pressão. O menos forte é o controle de direcção, a colocação da bola.
3. Alvo a abater. Costumamos ter um adversário com que dá mais gozo jogar. Quem é ele e porquê? R:
Durante muito tempo, o André Lima porque ele tinha um jogo muito defensivo e o meu era ofensivo. Agora resolveu começar a atacar… já não gosto tanto. Prefiro o Carlos Mendes pelas mesmas razões.
4. O mealheiro. Em média, qual será o gasto mensal despendido no squash (equipamento, treinos, aluguer de campos, torneios, deslocações,…)? R:
Como profissional não tenho os mesmos gastos que um jogador comum. Sou patrocinado, tenho a exploração de um complexo de squash e sou o co-responsável pela organização dos torneios do Circuito FNS, pelo que de momento não gasto dinheiro com o squash, gasto trabalho … mas gosto.
5. Boa preparação. Que cuidados tem com a alimentação? E a nível físico e mental? R:
Não faço a preparação física que gostaria, muito pelo facto de ter um desgaste diário no court (a dar aulas) intenso. De qualquer forma em determinados períodos do ano tenho mesmo de fazer ginásio.
6. Treinar vs Jogar. Costuma treinar ou treina jogando? Acha útil treinar e ter aulas de squash? R:
Eu gosto de fazer treino específico mas como técnico cada vez acho mais importante o jogo treino. A motivação é normalmente mais elevada e isso é determinante na evolução. Uma grande parte do trabalho do técnico é conseguir que a entrega, a concentração, e o esforço sejam máximos durante os períodos de treino.
7. Os fins-de-semana com squash. Como é que a família lida com o tempo gasto no squash (treinos, jogos, torneios…)? R:
Eu sou profissional da modalidade pelo que para mim e para a minha família os fins de semana (que são quase todos porque ora tenho torneios ora tenho treinos das selecções) são encarados como trabalho.
8. Os nossos adversários. Qual foi o melhor adversário que já defrontou? E a qual atribuiria o prémio «fair-play»? R:
Os melhores adversários são sempre aqueles que me proporcionam grandes jogos de squash. Ao longo de 25 anos tive o prazer de disputar jogos extraordinários, mas lembro-me particularmente da primeira final que disputei no Campeonato Nacional em 1995 contra o Paulo Martins, um dos “tais” adversários”. Há vários jogadores no circuito actual que têm grande “fair-play” e são um exemplo a seguir. Destaco o Manuel da Costa, o Tiago Machado, o Carlos Pereira,mas há mais … felizmente.
9. Os altos e baixos. Qual foi o melhor momento que já viveu no squash? E o pior? R:
O melhor momento foi a conquista do 1º campeonato nacional de equipas que se disputou no Galomar na Madeira, e que será para sempre inesquecível por tudo. O pior a assembleia geral de 1998 da antiga Federação Portuguesa de Squash que originou todo um atraso para o desenvolvimento do squash nacional nos anos seguintes.
10. Os ganhos da vida. O que tem ganho com o squash? R:
Tenho ganho muitos amigos e muitos e bons momentos na minha vida profissional e pessoal.
11. Objectivos. Quais são os objectivos desportivos a curto prazo? E a médio/longo? R:
Os meus objectivos neste momento passam por intensificar o trabalho da selecção junior a fim de conseguir obter resultados de mérito no squash europeu este ano de 2009. Só assim a candidatura que efectuamos à organização de uma etapa do circuito europeu em 2010 terá sucesso e fará sentido. A concorrência de vários outros países, nomeadamente do leste da Europa, é grande e por isso as dificuldades vão ser muitas. A médio/longo prazo, Portugal com estes mesmos jogadores, hoje juniores, e com outros que certamente surgirão deve estar em condições de entrar nas 15 melhores selecções europeias.
12. Para os principiantes. Que conselhos dá a quem queira começar agora? R:
Que seja bem orientado. O squash quando é bem apresentado e explicado torna-se num jogo aliciante. Tem uma componente técnica e táctica que não sendo complexa tem de ser bem transmitida a quem começa. Aconselho as aulas de grupo numa primeira fase e posteriormente querendo aperfeiçoar uma ou duas aulas individuais por semana conjugadas com mais um ou dois jogos treino.
13. Squash Nacional. O que pensa sobre o actual momento do squash português? R:
Nos últimos 10 anos sem qualquer apoio estatal era difícil fazer melhor. As entidades estatais foram claras quando comunicaram que o squash português teria de passar por um período de reflexão dado o que se tinha passado na década de 90. Penso que já estamos muito perto de ultrapassar essa fase. É impensável nos dias que correm para qualquer instituição, seja a Federação, sejam Associações ou Clubes cumprir um programa mais ou menos ambicioso, sem apoios do Estado. De qualquer forma o sucesso do Circuito Nacional é bem evidente, já se fez formação de treinadores, e passados 9 anos a selecção nacional sénior voltou ao Campeonato da Europa. E, mais importante que tudo os juniores portugueses começam a dar nas vistas evoluindo muito positivamente.
14. Let & Stroke – Secção de Squash da Casa do Povo de Mangualde. Que opinião tem acerca deste clube? R:
Um dos problemas do squash nacional é a existência de muito poucos clubes, muito pelo facto de uma grande parte dos courts nacionais pertencerem a Health Clubs, não estando estes particularmente interessados no desenvolvimento da modalidade. O que se passa em Mangualde é um caso único a nível nacional que eu via com muito bons olhos repetido por todo o país, mas que infelizmente não acontece. É importante para o desenvolvimento do squash nacional o aparecimento de circuitos locais como o do Let & Stroke.
15. Cantinho do Squash (www.letstroke.blog.com). Que opinião tem sobre esta página da internet? R:
Todas as páginas que divulguem e informem sobre o que se passa aqui e lá fora no squash são muito importantes e eu tenho delas uma opinião sempre positiva. Eu penso que o Let & Stroke já justificava um site mas como me explicou o Nuno Castro a manutenção de um blog é mais simples. No que ao meu trabalho diz respeito tento, dentro dos possíveis enviar a informação relevante, quer sejam resultados de torneios, ou acompanhamento de atletas nacionais no estrangeiro.