Squash candidato a modalidade olimpica em 2016
O squash, o râguebi, o golfe, a patinagem e o karaté já lutam por um lugar nos Jogos.
Os critérios são rigorosos. A história, a tradição, a universalidade, a popularidade e a capacidade de lutar contra a dopagem
Há desportos que não conseguiram nenhuma medalha em Pequim, mas que pretendem ser reconhecidos nos Jogos Olímpicos de 2016. Até ver, os candidatos a modalidade olímpica são cinco – squash, râguebi, golfe, patinagem e karaté – e 33 os critérios de admissão do júri do Comité Olímpico Internacinonal (COI)
De olho no horizonte olímpico estão também o softball e o beisebol, desportos que estiveram em Pequim, mas que se despedem da aventura com o final destes Jogos. Entretanto, o COI, organismo que em 2005 votou o programa das modalidades para 2012, terá que decidir até Outubro do próximo ano quais serão os desportos que, sete anos mais tarde, estarão nos cartazes dos Jogos Olímpicos de 2016 – assim como qual será o país anfitrião desse mesmo evento.
Em Pequim, entretanto, os representantes dos candidatos mais bem colocados vão rivalizando com as armas que têm à disposição (e com as armas autorizadas). Um pouco por toda a cidade são detectados cartazes publicitários alusivos aos potenciais futuros olímpicos. Os jornais e as cadeias televisivas aproveitam os últimos cartuchos dos Jogos chineses para pesar os prós e os contras de cada um dos adversários nesta competição muito particular.
A argumentação é variada. Enquanto a federação internacional de karaté se refugia atrás dos “mais de cem milhões de atletas inscritos” em todo mundo, o râguebi defende-se com a tradição centenária e a patinagem com a empatia com os adeptos mais jovens.
“A história do desporto e a sua tradição, a sua universalidade, a sua popularidade e a capacidade de lutar contra a dopagem são os pilares para a admissão nos Jogos de qualquer modalidade”, comentou Emmanuelle Moreau, porta-voz do COI, organismo que tem a palavra final nesta matéria. Em Outubro de 2009, os cerca de 115 membros votantes receberam um documento do programa do COI que recapitulava uma série de 33 critérios que toda e qualquer modalidade tem que cumprir.
Vão do número de praticantes da modalidade em questão à forma como é gerida a utilização de substâncias proibidas. Passam pela importância da cobertura mediática e até há um critério que contabiliza os lucros da federação internacional em causa. O softball e o beisebol são exemplos vivos de que as modalidades olímpicas não são eternas. Em 2009, os desportos que sobreviverem a Pequim terão igualmente de demonstrar que estão de boa saúde e que, por isso, merecem em Londres o lugar que ocuparam em Pequim. Mas, para isso, terão que cumprir os critérios como todos os novatos.
Neste caso, as atenções viram-se para o ciclismo, há muito tempo com a imagem saturada devido ao envolvimento de diversas equipas e atletas em escândalos de doping.
Ao invés, o COI começa a ver com bons olhos a permanência das provas de BMX, um desporto mais jovem e vistoso, bem como a admissão de mulheres no boxe já para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – os desportos em prova têm três meses a partir de agora para propor alterações nas suas disciplinas.
De forma a conter a inflação de desportos (e de medalhados), o COI instituiu um limite máximo de 28 desportos, 302 provas e 10.500 atletas. Continuará a não haver espaço para todos os atletas do mundo.
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