Perguntas Let (respostas rápidas)
Dados Pessoais:
Nome:
Luís Manuel Vilares Cabral Monteiro
Natural de:
Aveiro
Reside em:
Aveiro
Profissão:
Sócio de gabinete de consultoria, contabilidade e administração
Idade:
45
Filhos:
3
Preferências:
1. Modalidade(s) desportiva(s):
Squash, frescoball (joga-se na praia com raquetes brasileiras ou de paddle tennis e bola Penn) e bicicleta.
2. Clube:
FCP
3. Hobbies:
Literatura, squash, praia e o meu “cantinho” (a cave em minha casa – um dos raros locais etiquetados com o autocolante “Smokers Only” – rsrsrsrsrs).
4. Marca de carro/moto:
Xantia / Zafira / Transalp
5. Prato:
As minhas próprias churrascadas… passe a imodéstia…(mas dependo do tempero da minha “sócia”)
6. Local de férias:
Costa Nova do Prado / Jardins da Ria / (diversos)
7. Filme:
Não tenho favorito
8. Série TV:
(idem)
9. Site/Blog:
Let&Stroke / Almada Squash, etc., etc…
Squash:
10. Joga desde quando:
1989
11. Primeiro companheiro de treino/jogo:
O meu irmão Rui Pedro
12. Local onde treina habitualmente:
Jardins da Ria / “Clube – Aveiro”
13. Treina/joga com que regularidade:
Antigamente, quase todos os dias; actualmente, muito menos do que gostaria: de vez em quando… mas conto voltar a treinar com regularidade.
14. Actual colega de treino/jogo:
Os meus filhos e (felizmente muitos) Amigos.
15. Marca de raquete usada:
Tecnifibre 140
16. Melhores resultados alcançados:
Quando era “mais miúdo”, uma ou outra (pouco significativa) vitória, aqui e ali, uma data de segundos lugares numa data de torneiozitos, um alfabeto incompleto de placas (A,B,C,D,E…), dois prémios fair-play , mais recentemente, a vitória no I Open da Curia e a “jóia da coroa”: o Prémio Let & Stroke.
17. Jogador nacional que mais admira:
Não tenho um, mas vários: Hugo Cabral (pela tenacidade, “alma & pulmão”) & Jorge Monteiro (juventude, irreverência e competitividade); os outros juniores todos da selecção (o Tomás Silva, os irmãos Jorge e Miguel Pimentel, o Isaac Costa, o Cláudio Pinto, o António Abreu, o Zé Maria, o Pedro Pinto, o Raúl Maurício, o Marco Alves e o João Pires – pela extraordinária evolução evidenciada no último ano e pelas “tareias” que tenho levado, se não de todos, de muitos…) e… 2 Ruis: o Cruz, que muito admiro e respeito como um caso raro de self-made squasher e o Soares, pela maturidade e eficácia do seu squash, não obstante a sua “tenra idade”); a nível de praticantes femininos, enalteço as juniores Sara Neves (parabéns pela recente vitória no Open Júnior Onda Ria / 09) e Matilde, a Adília Louro (que GRANDE atitude), a Carla Silva e quero referir, ainda, a minha filha Ana Rita que, mesmo jogando muito poucas vezes, denota aptidões que já me deixaram admirado e como a pergunta é acerca daquele(s) que mais admiro… não pude deixar de a referir, compreendam-me e tolerem-me o(s) paternalismo(s) e a extensão desta resposta.
18. Jogador internacional que mais admira:
The King Khan: Jansher Khan e, actualmente, Ramy Ashour.
Perguntas Stroke (respostas de desenvolvimento)
1. Tudo tem um início. Como é que surgiu o squash na sua vida?
Sempre gostei de desportos individuais, de raquete em particular; joguei ténis, ténis de mesa, badminton, frescoball; ora, naturalmente, quando me baptizaram no Squash, fiquei imediatamente rendido à modalidade que, rapidamente, se tornou a m/. de eleição, vitaliciamente… e cuja “hegemonia” só é questionada no Verão e pelo Frescoball… (usa-se o “minuto e meio” para dar um refrescante mergulho no mar e essa é uma “mais valia” que o squash não possui…rsrsrsrsrs)
2. Avalie o seu jogo. Quais são os seus pontos fortes? E os menos fortes?
Menos fracos: o serviço, o lob e um razoável jogo de ataque; mas só quando estou “com mãozinha”; (o que é cada vez mais raro… pelo que se tem vindo a tornar uma estratégia kamikaze…rsrsrsrs!); o mais fraco é, curiosamente, o antigamente mais forte: a capacidade física (são os 45, o tabaquinho e, principalmente, a falta de treino…)
3. Alvo a abater. Costumamos ter um adversário com que dá mais gozo jogar. Quem é ele e porquê?
“Infelizmente” tenho tantos Amigos que gosto de defrontar que não posso eleger um… depende… se é torneio, se não é… se quero “suar” (se sim, a nomeação vai para o Hugo…), se não quero… (Jorge M. – rsrsrs); aprecio bastante também jogar/treinar com o pessoal que, ao fim de semana, se junta no “Jardins da Ria” (o Jorge Pinto, em particular, porque “é do meu ano” a vários níveis…); como adversários de eleição, destaco também, em grupo, a malta de Mangualde, pela sua saudável (..e muito competitiva) atitude desportiva e social…
Tenho ainda de referir outros oponentes habituais em torneio e/ou treino: os meus amigos Jorge Garrido, Pedro Mendonça, o (aposentado) Jorge Cabral, Zé Soares Nuno Castro, Carlos Martins, Miguel Andrade, Telmo Amaro, Carlos Sousa, Albano Monteiro, Nélson Pereira e Luís Carlos (grandes “maratonistas”), etc., etc., etc…
4. O mealheiro. Em média, qual será o gasto mensal dispendido no squash (equipamento, treinos, aluguer de campos, torneios, deslocações,…)?
Dado o m/. contexto próprio de “paitrocinar” outros jogadores (rsrsrsrs), gasto mais do que a maioria de nós… prefiro nem fazer cálculos.
5. Boa preparação. Que cuidados tem com a alimentação? E a nível físico e mental?
Os banais e triviais sem quaisquer preocupações específicas… menos um: deitar cedo e cedo erguer (dá saúde e faz crescer…)
6. Treinar vs Jogar. Costuma treinar ou treina jogando? Acha útil treinar e ter aulas de squash?
Jogo para treinar, mas… devia treinar para jogar: o squash não nos põe em forma… temos de estar em forma para jogar squash.
7. Os fins-de-semana com squash. Como é que a família lida com o tempo gasto no squash (treinos, jogos, torneios…)?
(esta é fácil…) Lá em casa toda a gente gosta de jogar – mesmo elas!… – e, por isso, é tácito… aliás, eu já jogava antes de os “conhecer” (rsrsrs)!
8. Os nossos adversários. Qual foi o melhor adversário que já defrontou? E a qual atribuiria o prémio «fair-play»?
Fair-play ex-aequo para dois “jovens lobos”: Marco Alves & Rui Soares – atitude sempre irrepreensível, referencial até… estes 2 Srs… – Melhor Adversário: Hugo Cabral (por ser o adversário que melhor conhece o meu jogo, é aquele que “mais trabalho” me dá… até que fico completamente exaurido!); naturalmente que já defrontei jogadores com ranking ainda mais elevado, mas não me merecem o epíteto de melhor jogador já defrontado, porque jogaram “abaixo” do seu nível, a fim de me permitirem jogar “um bocadinho”. Com o Hugo – desde que cresceu -, o único objectivo que vou mantendo é não o deixar levar-me a zero!… rsrsrsrsrs (You´ll never make it…)
9. Os altos e baixos. Qual foi o melhor momento que já viveu no squash? E o pior?
Fiquei recentemente particularmente sensibilizado por vos ter merecido a atribuição do Prémio Let & Stroke (que considero o mais prestigiante da minha “carreira”), mas os melhores momentos foram todos “vividos”, indirectamente, com sucessos dos meus “paitrocinados” e de outros “que vi crescer”; o pior foi, indubitavelmente, quando me compeliram a abandonar o Núcleo de Squash da Universidade de Aveiro…
10. Os ganhos da vida. O que tem ganho com o squash?
Sucintamente e de forma abrangente: equilíbrio… Amigos… muitos dias bem passados… e uma (fantástica) relação de “cumplicidade familiar” que muitos e bons “dividendos” nos tem trazido.
11. Objectivos. Quais são os objectivos desportivos a curto prazo? E a médio/longo?
A curto prazo, só tenho um (difícil…): apuramento para o Masters Sonho d´Ouro 09; a médio e longo prazo: continuar a querer e a poder jogar…
12. Para os principiantes. Que conselhos dá a quem queira começar agora?
O chamado street squash, que tantos inicialmente se viam obrigados a praticar, já não se justifica; hoje em dia, existem felizmente muitos locais e monitores devidamente credenciados para ministrar os rudimentos (…e não só) da modalidade, permitindo ao recém-chegado uma rápida progressão na aprendizagem, com possível posterior e profícua integração no meio.
Não nos esqueçamos de que se trata de uma modalidade que se pode praticar até idades avançadas (atente-se no exemplo de Belmiro de Azevedo…), desde que observando algumas condicionantes técnicas e físicas, a fim de se evitarem possíveis lesões impeditivas da continuidade.
Por outro lado (e para quem tenciona começar a jogar): tenham cuidado, tenham muito cuidado… trata-se de algo extremamente vicioso e, como dizia um velho guru destas coisas “O difícil não é começar a jogar: é deixar!…” e ainda outras, engraçadas, do mesmo autor: “ Não se ganha um jogo de squash; é o adversário que o perde…” e “Isto não é um jogo: é uma luta de arena em que matas ou morres; por isso, joga para viveres, mas não vivas para jogares!” (alguém sabe quem dizia isto?)
13. Squash Nacional. O que pensa sobre o actual momento do squash português?
É, finalmente, uma bola de neve, como sabem todos aqueles que andam nisto há alguns anos… desde os tempos da antiga Federação e posterior Movimento, penso que muito já se evoluiu… embora algumas vezes de forma algo desconcertada; hoje, pode-se afirmar que existe Squash em Portugal e, amanhã, tenho a certeza, vamos todos ter orgulho em ter integrado e contribuído para a sua génese… A tal também não será alheio o trabalho de mérito desenvolvido (embora nem sempre devidamente reconhecido…) pelo L&S, paralelo à estrutura-chave que é a Federação Nacional de Squash (também esta, por vezes, destrutivamente criticada – não nos esqueçamos de que criticar é fácil; difícil é fazer…), nomeadamente através dos esforços do Sr. Squash em Portugal, também conhecido por Zé Aguiar (o “homem do balde”, como o meu. bom amigo Telmo Amaro o alcunhou) e também do Zé Soares e do Paulo Silva, no acompanhamento do projecto “Juniores” que tão bons resultados está a obter.
Por outro lado, e desculpem-me a franqueza, a FNS parece por vezes “distante” ou “excessivamente autónoma” no modo como se relaciona com os praticantes e com os clubes. Penso que se deveria concertar sinergias, pois, todos juntos, teremos muito mais hipóteses de consolidar a prática do Squash em Portugal.
Não obstante, e na m/ opinião, iniciativas e eventos (nos âmbitos regional e nacional) como os que ambas as entidades têm vindo a promover, são os principais responsáveis pelo actual boom do Squash em Portugal, quer a nível local – com a crescente proliferação de clubes – quer a nível nacional, com a consolidada adesão e regularidade aos torneios do Circuito.
As próprias marcas (Tecnifibre, Eye, Dunlop, etc.) já se aperceberam disto e, hoje em dia, até já existe uma certa “competição” entre elas, com patrocínios aos melhores jogadores, mas que a todos beneficia.
A isto acresce ainda um TOP 50 de jogadores com créditos firmados e “jovens certezas” que são “promessa” de um melhor futuro. Tenho legítimas esperanças de ver portugueses a defenderem as cores nacionais nos Jogos Olímpicos de 2016…
Por último, considero que uma vertente do nosso squash sobre a qual urge reflectir para se atingir uma plataforma de consenso, é a da arbitragem. É difícil, ingrato e, por vezes, aviltante até, arbitrar jogos ou ser “arbitrado”. Porque não se sabe, porque se estava distraído ou porque não se tem fair-play, tomam-se decisões erradas ou não se aceitam as correctas e isso condiciona, muito, a prestação do atleta/árbitro e do árbitro/atleta.
Até em Mangualde, por exemplo, já assisti, in loco, a situações intoleráveis e inaceitáveis a qualquer nível (…não interessam os intervenientes nem me estou a referir a ninguém em particular: são só situações-tipo…).
Não possuo uma solução, mas penso que se deveria libertar o jogador-vencedor da obrigação de apitar o jogo seguinte… (até para lhe permitir o merecido duche…); sugiro a criação de um “corpo de voluntários” (rsrsrsrs – se existirem…) a quem seja ministrada a necessária formação (pela FNS, gratuita e ministrada por pessoas que sabem e sabem transmitir, como o Paulo Silva, Paulo Pinto, etc.) e a quem, posteriormente, se reconheça legítima autoridade, possibilitando a aplicação de sanções disciplinares nos casos em que realmente se justifiquem.
Pessoalmente, adoro jogar, mas detesto arbitrar… “…e não!… não sou o único!…“ (como se canta…) Enfim, tudo tem um lado negro…e, para mim, o do Squash em Portugal é este.
14. Let & Stroke – Secção de Squash da Casa do Povo de Mangualde. Que opinião tem acerca deste clube?
Surgindo, curiosamente, de um grupo de amigos em reunião de café, presidido pelo Nuno Castro (que tem tido uma actuação muito louvável no contexto do squash regional) é um clube com características ímpares no país e um “ninho” de novos valores como o Rui Cruz, o Marco Alves, o Raúl Maurício Jr, Vítor Ferreira e vários outros na forja, como o Rafael Ferreira, Pedro Albuquerque – fixem estes nomes…-, o André Espinha, o Pedro Rodrigues (ainda bem que ele próprio nunca se leva muito a sério…), etc., etc…
Grandes amantes da modalidade, exímios a “receber” e em termos organizativos, só “pecam” por não participarem mais em competições externas ao seu “Cantinho”… (como foi possível não termos ninguém de Mangualde a disputar o Camp. Regional Centro / 2008 ?!…)
Admiro e respeito o vosso espírito de camaradagem “um por todos e todos por um” e o excelente ambiente que sempre se vive nos torneios em Mangualde, com um circuito que cada vez mais se impõe a nível nacional e por méritos próprios.
Imaginativos e altruístas, levam a cabo iniciativas inéditas como a divulgação da modalidade junto das camadas mais jovens, o recente programa de rádio e outras como a recolha de brinquedos no Natal, os brindes e sorteios nos torneios, o DVD de final da época, as magníficas jantaradas e convívios, etc, etc… a culminar tudo isto, apreciam verdadeiramente assistir a bons jogos e as finais têm sempre uma bem composta moldura humana caracterizada pelo fair-play.
Pode vir a constituir-se, num futuro próximo, como o eixo fundamental de uma Zona Centro, que até há pouco tempo não existia, muito promissora e englobando Mangualde, Viseu, Águeda, Curia, Luso, Anadia, Aveiro, Coimbra, Covilhã… Seria muito importante para todos que em Portugal existissem 3 regiões, sob a batuta de uma Federação coesa e concertadora : Norte, Centro e Sul.
15. Cantinho do Squash (www.letstroke.blog.com). Que opinião tem sobre esta página da internet?
Há muito que se impôs naturalmente como uma referência na área; de longe a melhor, muito dinâmica e sempre actual, com iniciativas excelentes, uma pág. muito participada e, algumas vezes, saudavelmente polémica… outras, “violada” por quem não a merece e não sabe Ser nem Estar…
Em suma: espelha perfeitamente o grupo que lhe está na génese… long live the page!… (passe o estrangeirismo)
Por último, agradeço ao Let&Stroke a oportunidade desta entrevista (desculpem-me eventuais alongamentos excessivos em algumas das respostas e os “rsrsrsrsrs”) e formulo votos de sucesso em todos os vossos actuais e futuros projectos e objectivos.
Abraço(s)