Marco Alves defrontou logo pela manhã do 1º dia o dinamarquês Martin Laursen e quase conseguia a entrada nos 32 primeiros deste, que é realmente um dos mais importantes torneios mundiais de juniores. Perdeu o 1º set por 11-8, com muito nervosismo, empatou a partida 11-7, mas não conseguiu ultrapassar o jogo mais consistente do adversário e sairia derrotado nos dois sets seguintes por 11-6 e 11-7. Na segunda partida a meio do dia, já mais ambientado, venceria o belga Fabrice Gansbeke por 3-0 com 11-8-, 11-6 e 11-6.
Ao final do dia já a discutir um lugar entre o 41º e 48º, jogava mais uma partida muito difícil desta feita com o alemão Johannes Trufaut. Marco nunca conseguiu entrar no jogo rectilíneo do adversário vindo a perder por 3-0 com os parciais de 5-11, 3-11, 3-11.
No sábado Marco Alves defrontou o francês Guillame Nodari. Muito desconcentrado e algo cansado, o português teve de fazer um esforço extra para vencer uma partida, que pela qualidade do seu adversário, teria de ser mais breve. Venceu por 3-2 com os parciais de 12/10, 9/11, 11/13, 13/11 e 11/6. Ao final do dia, fazendo um jogo mais consistente derrotaria o norueguês Sigurd Martinius Stray por 3-0 com os parciais de 11-9, 11-9 e 12-10. No domingo e por impossibilidade de horário não efectuou a partida de atribuição do 41º lugar, classificando-se assim no 42º num quadro de 56 atletas.
Ainda nos sub 17, o outro português presente, o campeão nacional Rui Soares, vencia logo pela manhã do 1º dia o holandês Tom Lucas por 3-0 (11-9, 11-7 e 11-6), preparando-se assim para o seu grande desafio com o cabeça de série nº 3 do torneio o checo Stander Zbyneck. Depois de vencer o 1º set por 11-4, Soares perderia os restantes 3 por 11-4, 11-7 e 11-9, demonstrando que já está muito perto dos melhores europeus da sua idade.
Ao final do dia, na discussão de um lugar entre o 25º e o 32º defrontaria o melhor alemão da categoria, Sven Lemmerman, jogador muito alto, possuidor de uma pancada fortíssima. Rui Soares jogou ao melhor nível mas não conseguiu melhor do que um 0-3 com parciais 8-11, 6-11, 7-11.
Na discussão para a entrada nos 30 melhores, defrontou já no sábado pela manhã o belga Georgy Beeckman, num jogo muito equilibrado, decidido no 5º set a favor do adversário, com o jogador português a denotar já um certo cansaço. Os parciais de 8-11, 11-7, 11-7, 8-11 e 11-5 assim o revelam.
Num torneio deste nível os jogos têm todos uma dificuldade elevada e ao final do dia de sábado, o português depois de descansar toda a tarde, teve mais um confronto equilibrado, desta vez decidido a seu favor. Derrotaria o dinamarquês Oliver Rosenkilde.por 3-1 com parciais de 8-11, 11-7, 11-6 e 11-7. Para domingo es tava reservada a discussão do 29º lugar. Rui Soares não entrou bem no jogo e acabaria por não conseguir recuperar da desvantagem do 1º e 2º set. Perderia por 3-0 com 12-14 no último. Alcançaria assim o 30º lugar no quadro de sub 17.
Claudio Pinto, em sub 15, por sua vez, levava de vencida o francês Paul-Louis Planes no primeiro jogo da tarde. 3-0 com os parciais de 11-7, 11-7 e 11-6 para nos oitavos de final defrontar o cabeça de série nº 5 da competição, o checo Michal Valenta. Numa partida muito discutida o jogador da Républica Checa acabaria por vencer com um 12-10 no 4º set.
Já na discussão de um lugar nos 12 primeiros Pinto venceria sábado de manhã o suíço Manuel Wanner por 3-0 com parciais de 11-6, 11-8 e 11-9. Mas foi sábado pela tarde que o campeão nacional da categoria faria a sua mais espectacular partida quando derrotou num jogo impróprio para cardíacos o francês Batiste Masotti por 3-2 com os incríveis parciais de 12-10, 1-11, 13-11, 7-11 e 13-11, assegurando assim um lugar nos 10 primeiros. Na atribuição do 9º lugar fez outro grande jogo contra o cabeça de série nº 2 do torneio, o holandês Richard Schrader, não conseguindo no entanto ultrapassá-lo vindo a perder por 3-2 com os parciais de 11-9, 4-11, 11-8, 9-11 e 6-11. Terminaria assim num magnífico 10º lugar entre 40 atletas.
Nos sub 13, Tomás Silva chegava aos quartos de final da prova depois de ter tido um bye na 1ª ronda e da vitória por 3-0 sobre o francês J.Batiste Gai com os parciais de 11-8, 11-4 e 11-4, nos oitavos de final.
O adversário seguinte, no jogo de sábado de manhã, era um dos sérios candidatos à vitória final, o galês Emyr Evans. Silva realizou um bom jogo perdendo por 3-0 nos parciais de 11-6-11-5 e 11-5.
Na disputa por um dos 6 primeiros lugares, jogaria pela tarde com o francês Theos Fromant. Muito equilibrado o jogo nos dois primeiros sets com o português a não conseguir no entanto vencer qualquer um deles. No 3º, acabaria por perder já muito desgastado fisicamente. Os parciais de 11-9, 13-11 e 11-3 assim o demonstram.
No dia seguinte, faria o seu melhor jogo na prova e derrotaria em 5 sets o francês Luca Cazenave por 3-2, com os parciais de 10-12, 11-4, 10-12, 11-9 e 11-9. Alcançava o 7º lugar na categoria de sub 13 num quadro de 24 atletas.
Podemos concluir que o resultado global dos portugueses na prova foi muito bom, principalmente as prestações dos dois mais novos representantes Tomás Silva e Claúdio Pinto. No escalão de sub 17, claramente o mais forte da competição, Rui Soares também esteve a bom nível atendendo ao facto de ainda ter 15 anos. Marco Alves foi o português que mais sentiu o peso da dimensão deste torneio, e isso traduziu-se um pouco na classificação.
Quanto aos outros atletas presentes e do que nos foi dado oportunidade de ver, realçamos a magnífica final do escalão de sub 13, onde o checo Jan Ryba nº1 europeu da categoria derrotou mais um espectacular egípcio Omar El Sherbiny por 3-2. Aliás o Egipto, mais uma vez marcou forte presença mostrando em Lille jogadores que já nesta idade possuem uma qualidade e consistência de jogo notáveis.
Os franceses a jogar em casa também estiveram muito bem, principalmente no escalão de sub19. Gregoire Marche, Camille Petrucci e Lucas Serme são três jogadores de altíssimo nível que podem trazer mais uma vez o título júnior da categoia para a França no Europeu do próximo mês de Abril.
Outra das selecções que se mostrou muito forte foi a Républica Checa, começando a vir ao de cima o trabalho de um dos melhores treinadores do mundo o inglês John Milton.
Mais informações sobre a prova francesa AQUI
por: José Aguiar